Autores do artigo: Robsônia Ribeiro de Sá
Prof.
Dr. Jerônimo Coura-Sobrinho
Os autores avaliam que o grau de desenvolvimento científico-tecnológico alcançado no final do século passado foi surpreendente e destacam que a comunicação foi um dos domínios que sofreu modificações mais radicais, o que mudou irreversivelmente o modo de processar informações. Assim, assinalam que os meios de comunicação midiáticos como por exemplo a TV, o rádio, os computadores e a mídia escrita passou a ocupar um lugar relevante e indispensável para as sociedade que integram o planeta globalizado.
Em relação à
educação mencionam que a
entrada das TICS nas escolas gerou um novo tipo de aluno e de docente. Destacam, ainda,
que os estudantes que chegam à universidade nos dias atuais pertencem à “geração
web”, que cresceram com a Internet, precisamente essa geração engloba os
nascidos na década de 1980. Para os autores a internet transformou as formas de
ensino/aprendizagem.
Ponderam que em
virtude das TICs e do novo aluno (fruto das TICs), os professores devem
procurar meios, que advenham das novas formas de comunicação, de aperfeiçoar a
educação. Assim, destacam que:
O desafio no momento é perceber quais
critérios devem ser observados ao se utilizar um ambiente virtual como recurso
pedagógico. O uso do hipertexto nas escolas tem sido amplamente divulgado como
um recurso pedagógico moderno e, por isso mesmo, vem sendo muitas vezes utilizado
como estratégia de marketing para atrair um determinado perfil de aluno,
especialmente nas escolas da rede privada de ensino, onde o público é, em sua
maioria, composto por alunos já letrados digitalmente (p. 2).
Os autores ponderam
que é importante que a utilização nas escolas desses novos recursos, como por
exemplo do hipertexto, deve ser acompanhada de formação para os professores em
relação ao uso dessa tecnologia na escola. Avaliam, também, que esses novos recursos
mudaram a visão que temos de professor, no sentido de que ele não representa
mais a única fonte de conhecimento. Destacam, ainda, que o professor deverá ter
clareza de que o surgimento do hipertexto e a introdução das tecnologias de
informação e comunicação nas salas de aula não serão capazes de destituí-lo de
sua função, mas, ao contrário, elas tem potencial para transformar seu ofício,
que poderá evoluir de uma perspectiva de transmissor de informação para
formulador de problemas e sistematizador de experiências. Nesse sentido, é
essencial que o professor analise criticamente as vantagens e desvantagens do
uso das TUCs como ferramenta pedagógica.
Esse novo
cenário instiga a procura por novos espaços de ensino e aprendizagem, e é nesse
contexto que se observa a busca pela aprendizagem mediada por computador,
especialmente a colaborativa, assim como o uso de Ambientes Virtuais de
Aprendizagem, AVA. Em relação aos AVA, a autora menciona como ferramentas de
grande valor para práticas pedagógica a utilização do hipertexto(que deve ser
cautelosamente estudada) de Blogs (web-logs/weblogsb), Orkut, wikis etc.
Ao fazer
referência ao ciberespaço e a escola os pesquisadores (p.4) se referenciando
em Lévy (1993) que cita, Okada (2005),
ponderam que o ciberespaço indica um universo das redes digitais, um espaço no
qual “todo elemento de informação encontra-se em contato virtual com todos e
com cada um” .
Ao referi-se a
aprendizagem colaborativa assistida por computador (CSCL-Computer Supported
Collaborative Learning) definem a aprendizagem colaborativa “como um processo
educativo no qual um conjunto de métodos e técnicas de aprendizagem, assim como
de estratégias de desenvolvimento de várias competências, será utilizado em
grupos estruturados que estarão diretamente relacionadas à aprendizagem” (p. 4).
Consideram que
na aprendizagem colaborativa cada integrante do grupo é responsável pela sua
aprendizagem e pela aprendizagem dos outros membros do grupo, o que gera uma
rede de interações sociais entre professores e alunos tendo em vista um
objetivo comum, onde a colaboração e avaliação de todos é fundamental. No
entanto, lembram que as potencialidades da aprendizagem colaborativa
assistida por computador são características do ciberespaço, mas isso não
significa que todos os ambientes virtuais de aprendizagem disponíveis no
ciberespaço contenham conteúdos hipertextuais e interativos, uma vez que muitas
práticas de ensino não presencial
ainda baseia-se na modalidade da comunicação de massa, caracterizada pela
difusão de mensagens por um onde um pólo emissor, com pouca ou a quase ausência
interatividade. Além disso, lembram que “não podemos analisar os ambientes
virtuais de ensino apenas como ferramentas tecnológicas. É imprescindível que
se avalie a concepção de currículo, de comunicação e de aprendizagem utilizada
pelos autores e gestores da comunidade de aprendizagem” (p.9).
O texto
apresenta, ainda, algumas teorias que contribuem para a compreensão da aprendizagem
colaborativa assistida por computador, as mesmas se fundamentam na proposição
de que os sujeitos são ativos na construção do conhecimento, como por exemplo a
Teoria sociocultural de Vigotsky entre outras.
Ao fazerem algumas considerações finais os
autores avaliam que a aprendizagem colaborativa assistida por computador e a
utilização de ambientes virtuais de aprendizagem podem ser proveitosos para a
relação ensino e aprendizagem. Não obstante o potencial referido, consideram
que para uma utilização desses recursos pedagógicos faz-se necessário a
realização de avaliações duráveis acerca do uso de modos hipertextuais em sala
de aula, uma vez que os recursos de mídia não garantem sozinhos a aprendizagem,
sendo a interação entre o professor, a tecnologia e o estudante a principal
responsável pelo bom desempenho do processo de ensino e aprendizagem.
BIBLIOGRAFIA:
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